Série Escatologia Bíblica • Estudo 9
Diante do Grande Trono Branco
Na leitura futurista e dispensacionalista, os mil anos correspondem ao reino milenar de Cristo. Os outros mortos aguardam até o término desse período para a prestação final de contas.
Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição.
Apocalipse 20:5
A expressão final do versículo retoma a ressurreição dos que participam da vida e do reino descritos no contexto anterior; ela não transforma a ressurreição dos ímpios em primeira ressurreição. A distinção é essencial: o tribunal de Cristo e o grande trono branco não são o mesmo acontecimento.
2.Nada ficará oculto diante de Deus
Posição social, influência terrena e reconhecimento humano não oferecem proteção diante desse tribunal. Os livros expressam a perfeita justiça divina, assegurando que ninguém será sentenciado com base em informação incompleta, aparência ou acusação injusta.
E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
Apocalipse 20:12
As obras não figuram como um caminho alternativo para alcançar a salvação, mas evidenciam a responsabilidade individual. O livro da vida ressalta a diferença insuperável entre pertencer a Cristo e permanecer sem a vida que ele concede.
3.O lago de fogo e o destino final
Aqui, inferno traduz o Hades, distinguido de modo definitivo do lago de fogo. A condição intermediária dos mortos sem Cristo dá lugar irrevogável ao destino eterno.
E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.
Apocalipse 20:14-15
A segunda morte não significa uma nova cessação física seguida de outra oportunidade. Na teologia bíblica bíblica adotada, ela constitui a condição definitiva de condenação, para sempre desprovida de comunhão salvadora com Deus.

