
Série Escatologia - Estudo 4
Quando o Crente Morre
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.
Jesus Cristo ao crucificado
A promessa reúne duas certezas: “hoje” e “comigo”. A esperança daquele homem estava na palavra de Jesus e na comunhão com ele. Na leitura adotada nesta série, o salvo entra conscientemente na presença de Cristo ao morrer.
Não passa por um processo de purificação que complete a suficiência da obra do Salvador. O centro da promessa não é uma descrição detalhada do lugar, mas a companhia daquele que salva.
Deixar o corpo significa habitar com o Senhor
Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor.
Apóstolo Paulo
Paulo reconhecia a realidade da morte, mas não a via como abandono. Para o cristão, deixar o corpo significa estar com o Senhor. Isso não torna a vida presente desprezível nem autoriza antecipar a própria morte.
Enquanto vivemos, temos responsabilidades, relacionamentos e oportunidades de servir. A esperança futura fortalece a fidelidade no presente. Também não elimina a dor da despedida: o cristão chora sem perder a confiança.
O luto do cristão tem esperança
Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança.
Instrução Apostólica
Paulo não proíbe a tristeza. Ele distingue a tristeza acompanhada de esperança daquela que não enxerga futuro. A expressão “dormem” descreve a morte à luz do despertar da ressurreição.
Nesta interpretação, ela não ensina inconsciência da alma, mas aponta para o caráter temporário da morte corporal do salvo. O crente falecido está com Cristo, e seu corpo será ressuscitado.

